Mindful Eating | O que diz a Ciência

Mindful Eating | O que diz a Ciência

Ao longo de todo o ano, é muito fácil cometermos excessos e erros alimentares, sobretudo durante as épocas festivas, mas também no vulgar dia-a-dia de cada um de nós.

Senão, vejamos, de Janeiro a Dezembro, a quantos eventos comparecemos que incluem avantajadas refeições?

 

São os jantares de aniversário, os de trabalho, os que comemoram datas especiais, os jantares com amigos só porque sim, os que comemoram a despedida ou a vinda de alguém. São também os jantares românticos, o Natal, os casamentos, baptizados e outros afins.

É o restaurante do rodízio, mais o outro do sushi, mais aquele italiano novo, a sangria à discrição, o chocolate comido no sofá naquela tarde de chuva deprimente, as pizzas entregues em casa ou as pipocas ingeridas no cinema à velocidade da luz.

 

Tudo isto nos provoca aquele peso característico na consciência e, a longo prazo, coloca-nos num círculo vicioso, afastando-nos do nosso ideal de saúde e bem-estar.

 

 

Parece-lhe familiar?

Calma!

 

 

A boa notícia é que existe solução e vai ver que é possível continuar a participar em todos os eventos na presença do mesmo tipo de tentações e, ainda assim, tirar prazer de tudo sem cometer os excessos do costume.

Também eu era assim há alguns anos atrás, queria provar um bocadinho de cada coisa. Mas, alterei o meu comportamento e hoje posso dizer, por experiência própria, que me sinto muito bem fisicamente e psicologicamente, sem qualquer tipo de esforço para evitar padrões e hábitos alimentares desastrosos do passado.

 

Mindful Eating | O que diz a Ciência The Minimal Magazine III

 

O mindfulness, ou atenção plena, quando aplicado ao acto de comer, e associado a determinados conhecimentos, ajuda a controlar os excessos e a sentir-se satisfeito sem peso na consciência.

Mais do que contribuir para a sua saúde em geral, esta prática, que é definida como um estado de percepção e foco consciente acerca do momento presente, baseado na interpretação dos sinais orgânicos do seu corpo, irá beneficiar o seu bem-estar instantâneo.

 

 

Ninguém conhece o nosso corpo

tão bem como nós próprios.

 

 

Por experiências anteriores, sabemos quais os alimentos mais indigestos para nós, quais os que nos deixam de barriga mais inchada, quais os que não devemos comer à noite, embora possam ser diferentes dos alimentos que afectam outras pessoas.

 

Conjugando esse conhecimento com escolhas conscientes e atenção plena é possível ter um controlo total do que ingerimos.

E o melhor de tudo, é que não temos de correr desenfreadamente para o ginásio para eliminar aquelas gordurinhas extra que se foram acumulando. Apesar da reconhecida importância do exercício físico, sabe-se que a alimentação tem um enorme peso na manutenção de um peso saudável.

 

Os pontos chave para uma alimentação mindfulness são reconhecer e distinguir a fome física da emocional, dar-se permissão para comer de tudo sem radicalismos (sabemos que o fruto proibido é o mais apetecido), e concentrar-se na experiência de comer (ter consciência das sensações e quantidades ingeridas, acalmar e mastigar devagar).

 

A ciência tem provado que esta é uma técnica válida para um acto de comer mais saudável, com benefícios fisiológicos, psicológicos e ao nível comportamental.

Um artigo de revisão de 2017 sumariza o resultado de numerosos estudos, evidenciando o papel do mindfulness na alteração e modulação de hábitos alimentares, sendo eficaz no combate ao comportamento compulsivo, na gestão da fome emocional e das quantidades ingeridas e na prevenção do aumento de peso (embora a redução de peso, de forma consistente, em pessoas obesas, não tenha sido claramente demonstrada nestes estudos).

 

Outras pesquisas demonstram também os mesmos efeitos benéficos nos comportamentos alimentares e, especificamente, na redução da fome emocional.

 

Mindful Eating | O que diz a Ciência The Minimal Magazine II

 

São particularmente notáveis alterações a longo prazo no aumento da auto-estima e bem-estar psicológico, tal como, na diminuição da insatisfação relacionada com o corpo.

Foi também demonstrado o abandono de comportamentos não saudáveis e melhoria do metabolismo, numa óptica de uma relação salutar com a comida, o que reforça a negatividade de dietas e restrições alimentares exigentes e incontornáveis, as quais são difíceis de cumprir e revelam-se contraproducentes, promovendo stress e comportamentos incorrectos.

 

Outros estudos relatam ainda o papel positivo do mindfulness na diminuição de sintomas depressivos e na gestão da diabetes, devido a um maior autocontrolo.

 

 

 

A ciência fala por si.

Dê a si mesmo a oportunidade de aplicar

esta prática na sua vida e no seu dia-a-dia.

 

 

 

Tire o foco da perda de peso e da stressante contagem de calorias, e direccione-o para o seu bem-estar físico e psicológico.

Respire fundo, acalme, siga a sua intuição e os sinais do seu corpo. Faça escolhas conscientes, baseadas no respeito pela sua saúde, mas também considerando a sua satisfação e preferências alimentares.

 

E sim, existem inúmeros truques maravilhosos e infalíveis que facilitam a adaptação a um comportamento mais saudável.

 

1 | Não tem tempo para cozinhar? Com tantas opções de comida saudável para entrega ao domicílio, já não há desculpa para apostar sempre na tradicional pizza.

 

2 | Cometeu excessos no jantar? No dia seguinte faça algumas horas de jejum ou opte por uma dieta líquida.

 

3 | O restaurante é daqueles que só tem doses gigantes e opções desastrosas? Opte por uma salada ou por uma entrada em vez do prato principal.

 

Mindful Eating | O que diz a Ciência The Minimal Magazine I

 

4 | Não resiste mesmo aquela sobremesa? Divida com uma amiga, ou duas.

 

5 | Adora chocolates e guloseimas? Limite a sua presença em casa e sobretudo em locais muito visíveis.

 

6 | Que outros truques pode utilizar? Diminua o tamanho do seu prato e das porções durante as refeições. Seja selectivo, para tentar reduzir a mistura de alimentos e bebidas.

Restrinja a presença de alimentos inflamatórios que contenham açucares refinados, farinhas com glúten e produtos lácteos, substituindo-os por alternativas mais saudáveis e (na minha opinião, sempre) mais deliciosas.

 

Como vê, não há razão para não aproveitar todos os momentos da melhor maneira.

 

 

 

Divirta-se e respeite-se,

porque o seu bem-estar é o mais importante.

 

 

Interprete conscientemente as sensações orgânicas do seu corpo, aprenda a gerir as suas variações emocionais, e faça escolhas informadas.

Aceite-se, remova o auto-julgamento e cultive a sua auto-estima, para poder usufruir de uma relação saudável com o seu corpo e a comida.

 

Não siga dietas, adopte um novo estilo de vida! Porque você tem o poder e a liberdade de escolher o que é melhor para si, para o seu bem-estar e felicidade.

E lembre-se que um estilo de vida que nos favorece é viciante, vai querer comer melhor por prazer e não por obrigação.

Venha daí, rumo a um futuro melhor!

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Luísa Pereira - The Minimal Magazine
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