Slow Living | Viver a Vida como uma Tartaruga

Slow Living | Viver a Vida como uma Tartaruga

Diariamente como médica Anti-Aging dou por mim a aconselhar as minhas pessoas sobre o que devem fazer para uma maior longevidade. A importância de uma boa nutrição, exercício físico, quais as evidências científicas e estudos mais recentes sobre os melhores suplementos para o anti-envelhecimento…

 

Mas mais do que tudo devemos saber parar, ganhar tempo. O valor mais precioso que temos, o tempo. Sem tempo não podemos aproveitar a nossa família, o sabor dos alimentos, sentir o conforto da almofada quando vamos dormir.

 

Mas depois dizemos que não temos tempo para nada. Depois de todas as tarefas que temos que cumprir no trabalho, os emails que temos que responder, as mensagens no telemóvel, as compras no supermercado, a ida ao ginásio (ou a tentativa), não sobra tempo. E os dias passam, seja dia da semana ou fim de semana.

 

 

O tempo não espera por nós e temos esta vida para decidir o que fazer com ele.

 

 

E aqui surge o conceito de Slow Living, o movimento que surge para combater as rotinas e ritmos frenéticos das sociedades. Gosto de fazer associações de imagens e decidi estudar a longevidade noutros animais. E aqui surgiu. A tartaruga!

 

A tartaruga marinha é geralmente uma criatura solitária que permanece submersa durante a maior parte do tempo em que está no mar, o que a torna extremamente difícil de estudar. Mas é considerada um dos animais com maior longevidade, podendo ter alguns segredos para aumentar a esperança de vida em humanos.

 

Sabemos que todos os animais eventualmente envelhecem e morrem. É um facto inevitável da vida – exceto quando não é. Alguns animais, como as tartarugas e as lagostas, nunca envelhecem, e aprendermos os seus segredos pode ser uma vantagem.

 

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Existe um fenómeno conhecido como senescência insignificante, quando o ser vivo é aparentemente imune ao próprio envelhecimento. Os danos e degradação celulares que se acumulam ao longo da vida diminuem drasticamente, prolongando a vida e a juventude.

 

As tartarugas são os ícones da longevidade. Mas enquanto os cientistas não descobrirem como transferir esses segredos para o Homem, podemos simplesmente observar como se comportam.

 

 

Vivem a vida a passo de tartaruga. Lentamente.

 

 

Uma breve reflexão pode ajudar-nos a assumir uma vida mais plena e vital, controlando o processo de envelhecimento. Vivermos uma saúde física e emocional mais equilibrada, transformando-nos ao longo do tempo.  Não há soluções rápidas quando se trata de parar de envelhecer, mas podemos envelhecer apenas mais devagar.

 

Devemos começar por aplicar os princípios do “Slow Aging” para melhorarmos as nossas escolhas, não apenas no nosso dia-a-dia, mas no resto das nossas vidas.

 

Para além da alimentação mais saudável, o condicionamento físico, a resiliência mental, devemos assumir o nosso tempo com gratidão.

Devemos começar por observar os nossos pensamentos. A velocidade, o conteúdo, os mil objetivos urgentes que definimos para nós próprios. E que surgem todos os dias!

 

Vivemos a vida em piloto-automático e o tempo passa sem sequer nos apercebermos dos nossos pensamentos.

O primeiro passo é vermos os nossos pensamentos à distância, fora de nós mesmos. Perceber que eles não nos definem e que não somos a soma dos nossos pensamentos.

 

 

Somos o que sentimos.

 

 

Desconcertante é começar este processo de observação e descobrir o que realmente está a acontecer nas nossas cabeças e como conduzem o nosso estado emocional.

 

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Vamos aprender a definir perante nós próprios, não aos olhos ou julgamentos dos outros, como envelhecermos de forma bem sucedida. Como as tartarugas. Que por vezes temos que ter os nossos momentos de solidão, de reflexão, longe da confusão do FAZER e do TER. Simplesmente SER e navegarmos pelo oceano da vida sem um caminho definido.

 

Este é o verdadeiro segredo da longevidade. O desapego do que achamos que queremos. Todas as nossas células vão respirar connosco. Mais oxigénio, mais nutrientes, mais paz e tempo para vivermos felizes.

 

Estudos da metafísica relacionam o aparecimento das doenças com as nossas emoções. Não podemos controlar o que é exterior a nós, mas podemos controlar as nossas emoções e o impacto que os pensamentos têm no nosso humor, na nossa saúde, no momento presente.

 

Longevidade é a capacidade de definir o que é realmente merecedor do nosso tempo. Perceber quais os pensamentos e emoções que nos servem e ignorarmos aqueles que não nos servem.

 

100
SER
95
SENTIR
90
DEVAGAR

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